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Portaria virtual reduz em até 80% custos de condomínios
15 Set 2017

No Brasil, esse sistema está em funcionamento há cinco anos, e a

Paraíba foi pioneira na tecnologia

 

Um problema que atinge muitos, senão todos, os condomínios é o alto custo orçamentário com mão de obra, seja ela terceirizada ou não, motivo mais que suficiente para os elevados valores das taxas condominiais. E isso é quase regra geral em quase todos os condomínios, ao ponto de qualquer reforma estrutural, por vezes, exigir dos condôminos a temida taxa extra.

Para ajudar na redução dos custos e proporcionar uma folga no orçamento desses empreendimentos, a portaria virtual surge como solução que propõe, além da melhoria do serviço e segurança, uma economia mensal que pode chegar a 80%.

No Brasil, esse sistema está em funcionamento há alguns anos, e deverá está chegando na RMR nos próximos meses – fruto da iniciativa pioneira da Administradora Inaldo Dantas, que resolveu apostar nesse nicho. “Além de proporcionar uma significativa redução no valor da taxa ordinária de condomínio, a portaria virtual ainda traz mais segurança ao prédio” afirma Silvio Fonseca, sócio da empresa. A portaria virtual veio para trazer mais segurança e mais conforto, com todos os processos bem estruturados”, destaca Silvio.

Economia

A tecnologia foi desenvolvida exclusivamente para as portarias dos condomínios, adaptando-a para portarias. “Ela funciona, sem a presença de qualquer porteiro físico, em condomínios com até 30 ou 40 unidades (apartamentos), já que o serviço inclui atendimento de visitantes, abertura e fechamento de portas e portões, dependendo do caso, onde, através de uma central de monitoramento, o profissional de segurança atende a vários condomínios simultaneamente. E é aí onde mora a redução dos custos, porque, em vez de um porteiro para cada empreendimento, esse valor é rateado entre vários condomínios. “Uma portaria presencial tradicional (24 horas) custa, em média, R$ 10 mil a R$ 12 mil mês, enquanto a portaria virtual custa em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil, com 24 horas e livres de encargos, pois não existe isso”, detalhou Silvio. Ele relatou que o primeiro condomínio a utilizar esse serviço foi na cidade de João Pessoa administrado pela matriz da administradora Inaldo Dantas, com sede naquela capital, e está funcionando desde o ano de 2010 satisfatoriamente. Hoje, mais de 20 Condomínios já estão sendo atendidos pela Administradora naquela cidade e estamos expandindo o atendimento para a grande Recife, revelou Silvio. Este serviço proporciona economia de mais de 80 mil reais ano para o condomínio que hoje mantém porteiros físicos no plantão 24 horas. “Mensalmente, a redução gira em torno de 80%, com uma média de R$ 7 mil a R$ 9 mil por mês”, reforça.

Segundo Silvio, a tecnologia é adaptável a qualquer condomínio, novo ou antigo, independentemente da quantidade de apartamentos por pavimento.

Segurança

Além da economia, a qualidade do serviço aliada à tecnologia são evidentes. Segundo estudos feitos em São Paulo, mostram que 70% dos porteiros noturnos dormem. Isso, segundo Silvio, “é muito perigoso e um custo desnecessário. Com os nossos operadores isso não ocorre, pois eles são treinados a não liberar quem não esteja realmente autorizado a entrar. A segurança do condomínio não está só em câmera e alarme, mas também em quem entra”.

Ainda quanto a acessos, cada morador tem seu controle cadastrado (veículos), assim como os pedestres, que recebem um cartão com chip, também cadastrado em seu nome. Para garantir o funcionamento ininterrupto da portaria, são instalados links dedicados. Com isso, o operador pode recepcionar quem chega e registrar todo o processo, da chegada à saída. Tudo é gravado e há um diferencial: na portaria presencial, tudo é registrado em papel e pode vir a se perder, mas com a gente não, pois é gravado e monitorado, com vídeos e áudios, isento de falhas”.

Outra vantagem foi apontada diante de uma situação de invasão. Para Silvio, esse é um grande ponto forte, pois com o porteiro presencial rendido, não há o que fazer. “No sistema virtual, nossos operadores estão seguros e têm a liberdade de acionar os moradores, ou a Polícia, tomando todas as atitudes cabíveis”.

Perspectivas

Diante da crescente demanda, Silvio comemora os números já alcançados em João Pessoa e projeta crescimentos vultosos, já que à partir deste ano o sistema será implantado na filial pernambucana. Hoje, a empresa já atende aproximadamente 30 condomínios. A perspectiva é de instalar a portaria virtual em 100 condomínios na RMR até o final do ano, “já que existe demanda e mercado”, salientou o executivo da ID. “Pela ótica dos empreendimentos, nossa expectativa de economia nos condomínios, este ano, é de mais de R$ 800 mil, dinheiro esse que pode ser revertido em melhorias no local, por exemplo”, estimou. Para ele, essa é uma tendência irreversível em condomínios menores, que nos próximos anos, mudarão para a portaria virtual.

Encomendas no condomínio
15 Set 2017

Funcionários não devem se recusar a receber cartas ou encomendas

 

Está claro que é responsabilidade dos porteiros receber e entregar correspondências de cada um dos condôminos.

Mas e no caso de encomendas?

Em tese, da mesma forma, o porteiro deve receber as encomendas em nome de seus condôminos.

Caso o morador ou sua empresa esteja esperando uma encomenda especial, é interessante que a portaria ou mesmo o síndico sejam avisados.

O que não pode acontecer é a recusa injustificada do funcionário do condomínio em receber correspondências ou encomendas.

Caso isso aconteça e, de alguma forma, o condômino comprove algum dano, o condomínio deverá ressarci-lo.

Para que problemas não ocorram, é interessante que haja um caderno de controle com protocolo para assinatura do portador. Isso pode evitar problemas tanto em prédios com poucos quanto em prédios com muitos condôminos.

Novas regras para boletos
15 Set 2017

Pagamento em qualquer banco em caso de atraso é adiado

 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) adiou de março para julho o início do serviço que permitirá que os boletos vencidos possam ser pagos em qualquer banco.

O novo calendário da plataforma prevê que, a partir de 10 de julho, boletos de mais de R$ 50 mil sejam quitados em qualquer instituição financeira após a data de vencimento. Ao longo dos meses seguintes, o valor dos boletos vai diminuindo até o término da implantação.

Em 11 de setembro, começam os pagamentos de boletos entre R$ 2 mil e R$ 49.999,99. Os boletos com qualquer valor poderão ser pagos em qualquer banco a partir de 11 de dezembro.

Segundo a federação, o cronograma em etapas foi necessário porque são emitidos cerca de 3,5 bilhões de boletos por ano.

A entidade também destacou que, além de o consumidor poder pagar o seu boleto vencido em qualquer banco ou correspondente não bancário, a Nova Plataforma permitirá maior transparência em todo o processo e que o comprovante de pagamento será mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto — como juros, multa, desconto — e as informações do beneficiário e pagador.

Faixa de valor do boleto e Início da validação

Até R$ 199,99: 11/12/2017

Entre R$ 200 e R$ 499,99: 13/11/2017

Entre R$ 500 e R$ 1.999,99: 09/10/2017

Entre R$ 2 mil e R$ 49.999,99: 11/09/2017

Acima de R$ 50 mil: 10/07/2017.

De quem é a piscina nos condomínios?
15 Set 2017

A restrição de somente moradores usarem a piscina só vale se for decidida por maioria e constando no regulamento

 

No singular ou no plural, a piscina faz a imaginação dos moradores em condomínios acender a níveis estratosféricos, ainda mais nestes dias quentes de verão. Segundo Ricardo Andreatta, condômino e advogado, o que precisa para evitar “afogamentos e mágoas” é um planejamento que discipline o seu uso, seja pequena ou de um conjunto aquático comum aos moradores. Ele fez algumas observações que considera importantes.

Quanto ao uso daquele espaço, Andreatta afirmou que a restrição de somente moradores usarem a piscina só vale se for decidida por maioria e constando no regulamento do edifício. Em geral, os condomínios aceitam que se leve um parente para compartilhar o momento de lazer. Para o advogado é importante frisar que é possível levar um parente ou um amigo. “Já imaginou se os moradores optassem por levar todos os seus parentes e amigos para aproveitar o sol e se refrescar? Provavelmente, seria uma balbúrdia”, comentou. Por este motivo, destacou que é preciso consultar a convenção (regulamento) do condomínio, e se houver cláusula aceitando a presença de visitas, que seja algo que não atrapalhe o lazer das outras pessoas.

Segurança

Outro aspecto abordado pelo condômino foi a necessidade de guarda vidas nas piscinas. Segundo ele, trata-se de outro ponto delicado no que diz respeito ao aproveitamento daquele espaço por crianças. Em piscinas públicas há a obrigatoriedade da permanência do profissional, que é capaz de retirar pessoas em situação de risco, afogamento ou outro acidente aquático. Nos condomínios a decisão de ter ou não um guarda vidas é algo do regulamento do edifício. “Se for um volume grande de moradores que justifique a contratação do profissional deve ser considerada, mas os encargos de salário deste profissional passarão a ser rateados por todos os moradores”, afirmou Andreatta.

A responsabilidade por crianças e adolescentes menores de idade é dos pais ou responsáveis pela unidade condominial, sem que haja qualquer respaldo de síndicos, conselheiros ou mesmo moradores. Por este motivo é que se proíbe a presença de crianças e menores desacompanhados nos ambientes aquáticos. Se algo acontecer na área comum de piscina com a criança a responsabilidade permanece sendo dos pais, “que erraram em deixar a criança sem supervisão e acompanhamento”, alertou o advogado.

Inadimplente

Na visão do morador, estar em dívida condominial não pode impedir o uso da piscina. “É outro ponto delicado que alguns síndicos desinformados pensam em aplicar como punição pela inadimplência. O condômino que se sentir discriminado por estar em débito pode acionar judicialmente o condomínio, pois não há regra que associe uma coisa à outra”, orientou o advogado. Para ele, o ideal é negociar de forma amigável com os inadimplentes e evitar ao máximo qualquer eventual retaliação.

Piscina não rima com bagunça, alcoolismo ou excessos. O síndico pode pedir a saída de pessoas que estejam perturbando a ordem e o sossego dos demais moradores nas áreas comuns. Portanto, se uma pessoa presente na área da piscina começar a perturbar o sossego seja por estar alcoolizada, ou com música em som alto, ou qualquer outro tipo de barulho ou comportamento que traga desconforto ou constrangimento aos demais moradores pode e deve ser alertada para ou portar-se adequadamente ou sair do ambiente. “Neste caso é importante agir com firmeza sem perder a compostura social, observou Andreatta.

Com estas dicas podemos ter um período de verão mais seguro, responsável e acima de tudo agradável para todos os condôminos sem abrir mão da segurança e conforto.

Convocação de assembleia geral
15 Set 2017

Ela não poderá deliberar se todos os condôminos não forem convocados

para a reunião

 

O art. 1354, do Código Civil, diz uma coisa bem lógica: A assembleia não poderá deliberar se todos os condôminos não forem convocados para a reunião. A forma disposta na lei tem por objetivo impedir que grupos, a favor ou contra o corpo diretivo, façam reuniões camufladas (convoca-se uns e não outros) para favorecer interesses escusos ou em desarmonia com os da coletividade. Mas, em geral, a prática gera muita discussão.

Para início das questões em torno do assunto, pregunta-se: Quem é o condômino que deva ser convocado? O que possui título de propriedade (com escritura pública de venda e compra ou contrato de promessa de venda e compra, ou outro) registrado ou averbado no Cartório de Registro de Imóveis, ou quem já é comprador ou promitente comprador (com escritura de venda e compra ou contrato de promessa de venda e compra, ou outro), sem o título registrado ou averbado no Cartório de Registro de Imóveis? Ou em ambos os casos? Ai, depende!!!

Depende de dois tipos de assuntos a serem deliberados: (1) “o que vai gerar efeitos fora do condomínio, contra terceiros (erga omnes)” ou (2)“ o que vai gerar efeito somente dentro do condomínio, para os moradores”. O primeiro tipo ocorre quando os assuntos deliberados, em assembleia repercutirem no direito real sobre a unidade condominial ou sobre o todo incorporado, para o condomínio se proteger contra eventuais interesses de terceiros (pessoas, físicas ou jurídicas, que não fazem parte do condomínio). Essa proteção só começa a ser válida após a ata da assembleia ser registrada ou averbada no Cartório de Registro de Imóveis. É a partir do ato procedido no Cartório Imobiliário que o cidadão (terceira pessoa) pode tomar ciência da validade dos direitos e obrigações que giram em torno da unidade ou de todo o conjunto condominial e contra os mesmos ele não pode interferir.

Cita-se, como exemplo, o caso de elaboração ou alteração da Convenção de Condomínio, em que é necessária a aprovação do ato por, no mínimo, por 2/3 (dois terços) dos condôminos, cujos títulos de aquisição estejam registrados ou averbados no Cartório de Registro de Imóveis. Para se conseguir o registro da Convenção ou de sua alteração é necessário que todos os condôminos (que tenham seus nomes registrados ou averbados no cartório imobiliário) sejam convocados à assembleia geral e dela tenham participado, aprovando, por 2/3, no mínimo, a proposta indicada no edital de convocação.

O segundo tipo de assunto é aquele em que a decisão tomada em assembleia geral tem efeito somente para os que convivam dentro do condomínio, criando, alterando ou extinguindo atos administrativos e comportamentais, dos direitos ou obrigações internas, particulares. Continua na próxima edição.