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Piscinas em condomínios: lazer com segurança

 

Piscinas em condomínios devem receber cuidados redobrados nesta época do ano. Com o calor intenso é natural que elas sejam mais procuradas pelos moradores, mas se não forem tomados os cuidados de manutenção e regras de uso necessários, alguns visitantes indesejáveis podem estragar a diversão. É o caso do mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue, zika e chikungunya – que prefere depositar seus ovos nas paredes da piscina, principalmente se o tratamento da água não estiver em dia.

Os especialistas reforçam que o tratamento à base de cloro e a filtragem devem estar em ordem. O procedimento, que dura cerca de oito horas, pode ser feito durante a noite para não atrapalhar a frequência à piscina durante o dia.

Em piscinas infantis o limite de profundidade é de 0,60m, e é necessário que os ralos sejam cobertos por grades ou tampas e suas coberturas tenham até 10mm de largura. Recentemente, na Bahia, uma criança de um ano morreu afogada na piscina de um prédio e, infelizmente, há registros de dezenas de casos similares.

Os condomínios devem também contar com um profissional qualificado para tratar da limpeza e manutenção. Toda piscina precisa conter escada ou rampas de fácil acesso para entrada e saída. Banheiros ou vestiários devem ter pisos antiderrapantes e laváveis.

Os síndicos precisam, ainda, estar atentos às normas de segurança a fim de evitar acidentes. Recomenda-se aplicar regras internas para uso da piscina, tais como horário de funcionamento. Em alguns casos, as crianças só podem entrar com os responsáveis. O ambiente também pode ser cercado e ser autorizada apenas a entrada de quem tiver uma carteirinha do condomínio.

Reunimos abaixo alguns dados sobre segurança em piscinas particulares e algumas recomendações fornecidas pela Sobrasa – Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (www.sobrasa.org).

Números que impressionam:

• Sessenta e cinco por cento dos afogamentos ocorrem ao redor do domicilio e 50% dessas crianças foram vistas minutos antes circulando dentro ou ao redor de casa;

• Quatro crianças até 14 anos de idade morrem afogadas diariamente no Brasil;

• Estima-se que 85% dos afogamentos no mundo podem ser evitados. O maior fator de risco para a morte por afogamento é a falta ou o descuido na supervisão de crianças por um adulto.

• Quando comparamos o risco de óbito por afogamento e acidente de trânsito, o afogamento chega a ser 200 vezes maior;

• Não existem legislações federais, e apenas poucas legislações estaduais (RJ, MG, SP, CE) regulamentam sobre a segurança no uso de piscinas públicas mas nenhuma em piscinas de uso particulares.

Recomendações importantes:

• Em piscinas particulares, nada substitui a supervisão de um adulto;

• Afogamento não é acidente, não acontece por acaso, tem prevenção;

• Isole a piscina impedindo o acesso usando de preferência muro ou grades com altura de 1,50m e 12cm nas verticais com um portão de autofechamento. Elas reduzem o afogamento em 50 a 70%. Lonas e cercas vivas não são confiáveis;

• Ensine flutuação a partir dos 6 meses, aquacidade (brincar na água) a partir de 1-2 anos e natação a partir de 4 anos;

• Não superestime a capacidade de nadar de seu filho, tenha cuidado!

• Incentive o uso de coletes salva-vidas para crianças menores de 5 anos ou pessoas sem conhecimento de natação e não permita o uso de objetos de flutuação, por parte dos usuário como boias de braço, pranchas, pneus, bolas e outros;

• Desligue o filtro em caso de uso da piscina;

• Não permita mergulhos de cabeça em locais de profundidade < 1,8m - coloque aviso;

• Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados, antes do banho de piscina;

Saia imediatamente da piscina se houver relâmpagos;

• Não permita brincadeiras violentas que aumentem o risco de trauma craniano e perda súbita da consciência;

• Não permita o uso de vasilhames de vidro, materiais rígidos ou similares na área de piscina;

• Evite o choque térmico (Hidrocussão) - Antes de entrar na água, molhe a face e a nuca;

• Existem leis para construção e manutenção das piscinas que preveem a redução do risco sanitário e a prevenção de acidentes.

• Piso antiderrapante – evita acidentes

• Avisos de profundidade – evitam trauma de cabeça e coluna;

• Cuidado com o tratamento da água – reduz a incidência de doenças infectocontagiosas;

• Áreas de sombra e água potável;

• Áreas com chuveiros para o banho antes de entrar na piscina evitando a hidrocussão.

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